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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Curtas: Política I


Estranha democracia esta onde situações verificadas em 2002 (Caso Freeport) são trazidas à baila, em 2009, meses antes de umas eleições legislativas que envolvem José Sócrates.

Estranha democracia esta quando, em 2009, após Paulo Portas, o líder do CDS-PP, ter conseguido o maior resultado de sempre, se toma de assalto escritórios de advogados por suspeitas de corrupção num processo de compra de Submarinos que remonta a 2004.
Estranha democracia esta..

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Paulo Portas: X-Files


61893. Terá sido este o número de páginas que Paulo Portas terá mandado fotocopiar antes de sair do Governo.


A noticia foi avançada pelo Semanário Expresso e dava conta de que Paulo Portas, ex-Ministro da Defesa, na última semana antes das eleições gerais (2005), terá mandado fotocopiar e digitalizar milhares de documentos. A tarefa exaustiva terá ficado a cargo de uma empresa especialmente contratada para o efeito.

Até aqui, apesar de bizarro, não de mal viria ao mundo.

Acontece que segundo o Expresso o ex-ministro teria, por entre as largas resmas de papelada, documentos classificados de "Confidenciais". Dossiers marcados com as expressões "Iraque", "Submarinos", "ONU", "NATO", ou seja, documentos de Estado que nunca deveriam sair do seu gabinete.

Confrontado com as suspeitas, Paulo Portas alegou que se tratavam exclusivamente de "notas pessoais", despachos que terá escrito entre a liderança do Partido Popular e tutela da pasta da Defesa. Ora, já que falamos em números, segundo os cálculos da Rádio Renascença, 60 mil documentos dá uma média impressionante de 24 páginas escritas por dia. E atenção! Serão 24 páginas/dia se incluirmos fins-de-semana e férias na contagem porque caso nos fiquemos por dias úteis a média aumentará significativamente.

Parece que a moda do jornalista/escritor está para ficar e há mais um interessado em se perpetuar entre as fileiras dos "best-sellers". Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos que se cuidem...

Se as notas eram realmente da autoria e pertença do autor para quê fotocopiar quando as podia trazer num caixote quando esvaziasse o gabinete?

Ou o senhor não consegue destrinçar o que é pessoal e do que é assunto de Estado ou então ainda não despiu totalmente a pele de jornalista do Independente e aponta tudo o que lhe apraz.