
Desenganem-se aqueles que pensam que por o fascismo ser proibido pela constituição não consegue difundir a sua ideologia.
São inúmeras as publicações editadas pelo movimento mas, devido à desregulamentação da Internet, o grupo prolifera através de páginas pessoais, blogs, fóruns e salas de chat que se tornam pontos obrigatórios para a discussão de temas que gravitam em torno dos seus interesses.
Embora estes sites estejam constantemente debaixo de olho por parte das autoridades, apenas aqueles que pressupõem filiação e ingresso num partido politico vêem os seus dados cedidos à policia.
Embora muitos desconheçam há no movimento "Skin" uma forte componente ideológica, quase um sentimento de missão de perpetuar o movimento. Para se ingressar no movimento não basta ter o culto corporal e partilhar animosidades xenófobas/racistas, é necessário estar-se embuído na sua ideologia, cultivá-lo, dar-lhe continuidade, criar um legado para os vindouros.
É aqui que a cultura nacional-socialista entra. Mein Kampf (A Minha Luta), o livro editado por Hitler em 1924, uma obra que defende o anti-semitismo e o espaço vital alemão, despoletadores da Segunda Guerra Mundial, é tida quase como uma profecia bíblica.
Chega mesmo a ser atribuído a Hitler um episódio de uma visão premonitória durante o seu serviço militar na Primeira Guerra Mundial. Combatendo em trincheiras, ladeado por mais soldados alemães, uma voz chamou por Adolf Hitler que a seguiu escapando ao rebentamento de um engenho explosivo que, segundos depois, mataria os seus companheiros do exército bávaro.
O filósofo Alemão, do século XIX, Friedrich Nietzsche também é um dos pilares inspiradores da cultura nacional-socialista. Tido com um dos pensadores mais controversos da filosofia moderna, Nietzsche foi um acérrimo critico da moral judaico-cristã, do cristianismo e de toda uma cultura ocidental.
Embora não haja uma estreita ligação entre Nietzsche e o Nazismo, é fácil revermos alguns princípios ideológicos defendidos na sua obra que. posteriormente, foram aplicados ao movimento nacionalista.
Outro dos exemplos é o niilismo, nomeadamente o Completo, que apela a um espírito activo, de criação de legado, defende igualmente que o homem, ao não crer nos valores transmitidos por Deus, deve ele próprio tornar-se produtor de valores. É aqui que podemos estabelecer uma comparação com o espírito de missão patente num membro skinhead.
Relativamente ao Niilismo Incompleto, no qual se nega que a vida terrena deva ser regida por padrões morais, de forma a atingir uma plenitude numa vida metafisica futura, encontramos uma critica à moral judaico-cristã.
No livro "Diário de um Skin" de António Salas encontramos uma citação reveladora da sua critica ao Cristianismo. «Os Deuses Arianos não procuram o apego aos débeis, não procuram proteger os desamparados (..) Os Deuses Arianos só sentem apego pelos que lutam, pelos que enfrentam as adversidades sem dobrar o joelho, pelos que exaltam a força e a beleza.»
«O Cristianismo, essa religião destinada aos débeis e doentes, aos que procuram nos outros a solução dos seus problemas e não em si mesmos (..) Essa religião que procura o desapego á vida terrena, que condena a beleza, o sexo (..)»
No fundo é uma crítica ao conformismo cristão, à consciência de que mesmo sendo mártires na terra, após a morte, atingirão a plenitude. As crenças metafisicas nazis implicam um papel mais pró-activo.
Ao movimento Skin é atribuído um certo paganismo. Um culto paleolítico marcado pelo apego humano à terra e à natureza, pela ligação e corresponsabilidade entre membros de uma comunidade e por um profundo respeito pela ancestralidade e pelos antepassados.
O contacto com a natureza foi defendido por Hitler. Periodicamente são feitas actividades tais como expedições, acampamentos ou simples competições lúdico-desportivas de forma a integrarem-se na natureza.
Relativamente à corresponsabilidade é um dado adquirido, mesmo só, um membro de um grupo de extrema direita deve desempenhar funções colectivas. Individualidade nunca, colectivo sempre.
O respeito pelos antepassados é um dado obrigatório, heróis de guerra e fundadores partidários e ideólogos são quase endeusados, registado quer através de numerosas tatuagens nos seus corpos. Chegam mesmo, nas datas em que as principais figuras pereceram, a celebrar rituais em sua homenagem.
«O homem nasceu para viver em família, para criar e educar uma prole que perpetue no tempo o legado dos seus antepassados. O egoísmo só conduz ao desaparecimento da estirpe, à criação de indivíduos maus, prescindíveis, que só actuam em beneficio próprio, entorpecendo o desenvolvimento da estirpe.»
Nota: Esta é a primeira de várias análise do movimento Skin tendo por base a obra "Diário de um Skin" de António Salas
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São inúmeras as publicações editadas pelo movimento mas, devido à desregulamentação da Internet, o grupo prolifera através de páginas pessoais, blogs, fóruns e salas de chat que se tornam pontos obrigatórios para a discussão de temas que gravitam em torno dos seus interesses.
Embora estes sites estejam constantemente debaixo de olho por parte das autoridades, apenas aqueles que pressupõem filiação e ingresso num partido politico vêem os seus dados cedidos à policia.
Embora muitos desconheçam há no movimento "Skin" uma forte componente ideológica, quase um sentimento de missão de perpetuar o movimento. Para se ingressar no movimento não basta ter o culto corporal e partilhar animosidades xenófobas/racistas, é necessário estar-se embuído na sua ideologia, cultivá-lo, dar-lhe continuidade, criar um legado para os vindouros.
É aqui que a cultura nacional-socialista entra. Mein Kampf (A Minha Luta), o livro editado por Hitler em 1924, uma obra que defende o anti-semitismo e o espaço vital alemão, despoletadores da Segunda Guerra Mundial, é tida quase como uma profecia bíblica.
Chega mesmo a ser atribuído a Hitler um episódio de uma visão premonitória durante o seu serviço militar na Primeira Guerra Mundial. Combatendo em trincheiras, ladeado por mais soldados alemães, uma voz chamou por Adolf Hitler que a seguiu escapando ao rebentamento de um engenho explosivo que, segundos depois, mataria os seus companheiros do exército bávaro.
O filósofo Alemão, do século XIX, Friedrich Nietzsche também é um dos pilares inspiradores da cultura nacional-socialista. Tido com um dos pensadores mais controversos da filosofia moderna, Nietzsche foi um acérrimo critico da moral judaico-cristã, do cristianismo e de toda uma cultura ocidental.
Embora não haja uma estreita ligação entre Nietzsche e o Nazismo, é fácil revermos alguns princípios ideológicos defendidos na sua obra que. posteriormente, foram aplicados ao movimento nacionalista.
Primeiro porque na obra "Assim falou Zaratustra" Nietzsche aborda um super-homem, um ser com dotes sobrehumanos, um Übermensch (Para-além-do-homem) que é tido pelos Neonazis como o Ariano, o ser superior.
Outro dos exemplos é o niilismo, nomeadamente o Completo, que apela a um espírito activo, de criação de legado, defende igualmente que o homem, ao não crer nos valores transmitidos por Deus, deve ele próprio tornar-se produtor de valores. É aqui que podemos estabelecer uma comparação com o espírito de missão patente num membro skinhead.
Relativamente ao Niilismo Incompleto, no qual se nega que a vida terrena deva ser regida por padrões morais, de forma a atingir uma plenitude numa vida metafisica futura, encontramos uma critica à moral judaico-cristã.
No livro "Diário de um Skin" de António Salas encontramos uma citação reveladora da sua critica ao Cristianismo. «Os Deuses Arianos não procuram o apego aos débeis, não procuram proteger os desamparados (..) Os Deuses Arianos só sentem apego pelos que lutam, pelos que enfrentam as adversidades sem dobrar o joelho, pelos que exaltam a força e a beleza.»
«O Cristianismo, essa religião destinada aos débeis e doentes, aos que procuram nos outros a solução dos seus problemas e não em si mesmos (..) Essa religião que procura o desapego á vida terrena, que condena a beleza, o sexo (..)»
No fundo é uma crítica ao conformismo cristão, à consciência de que mesmo sendo mártires na terra, após a morte, atingirão a plenitude. As crenças metafisicas nazis implicam um papel mais pró-activo.
Ao movimento Skin é atribuído um certo paganismo. Um culto paleolítico marcado pelo apego humano à terra e à natureza, pela ligação e corresponsabilidade entre membros de uma comunidade e por um profundo respeito pela ancestralidade e pelos antepassados.
O contacto com a natureza foi defendido por Hitler. Periodicamente são feitas actividades tais como expedições, acampamentos ou simples competições lúdico-desportivas de forma a integrarem-se na natureza.
Relativamente à corresponsabilidade é um dado adquirido, mesmo só, um membro de um grupo de extrema direita deve desempenhar funções colectivas. Individualidade nunca, colectivo sempre.
O respeito pelos antepassados é um dado obrigatório, heróis de guerra e fundadores partidários e ideólogos são quase endeusados, registado quer através de numerosas tatuagens nos seus corpos. Chegam mesmo, nas datas em que as principais figuras pereceram, a celebrar rituais em sua homenagem.
«O homem nasceu para viver em família, para criar e educar uma prole que perpetue no tempo o legado dos seus antepassados. O egoísmo só conduz ao desaparecimento da estirpe, à criação de indivíduos maus, prescindíveis, que só actuam em beneficio próprio, entorpecendo o desenvolvimento da estirpe.»
Nota: Esta é a primeira de várias análise do movimento Skin tendo por base a obra "Diário de um Skin" de António Salas
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