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quarta-feira, 31 de março de 2010

Grande Entrevista - Sinfonia



Numa entrevista ao Presidente do Futebol Clube do Porto ficou toda a gente devidamente informada sobre...o BENFICA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Andor do Sr. Rui Moreira


Semana após semana, Rui Moreira, comentador afecto ao Futebol Clube do Porto tem-se referido a um suposto «andor» que, na sua opinião está a levar o Benfica ao colo até ao título.
Com andor Rui Moreira refere-se a um clima na comunicação social e a um conjunto de erros de arbitragem que têm beneficiado UNICAMENTE o Benfica de forma escandalosa.
Como sou apologista da informação plena vou demonstrar, com uma série de vídeos, que os 'beneficios' não têm sido um exclusivo para as bandas da Luz

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Futebol à Portuguesa



Uma hilariante homenagem ao nosso Futebol e aos nossos "artistas".

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Curtas: Jesualdo Ferreira I


Esta foi seguramente a época mais saborosa para o Professor Jesualdo Ferreira.
Conseguiu colmatar a ausência de jogadores importantes (Paulo Assunção, Quaresma e Pepe), apostou em perfeitos desconhecidos, tornando-os peças-chave no onze do Futebol Clube do Porto (Cissoko, Fernando, Hulk), realizou a melhor época pós-Mourinho e entrou para a história tornando-se o Treinador de maior permanência nos Dragões.
Numa época em que, face ao castigo de Pinto da Costa, Jesualdo foi a cara e voz do FCP, o treinador Transmontano terá conquistado, em campo, a simpatia que não conseguiu obter dos adeptos noutros aspectos.
Pela sabedoria e profissionalismo demonstrado, Jesualdo merece este sucesso.

sábado, 22 de novembro de 2008

Claques: Bodes Expiatórios


No mundo torpe do Futebol as claques, são muitas vezes, o bode expiatório ideal.

Esta semana assistimos a mais um capitulo de uma série que envolve as claques dos principais clubes nacionais.

Este artigo não serve para escamotear o que aconteceu, acontece e acontecerá sempre, apenas procura explicar o fenómeno das claques à luz do fenónemo desportivo.

Claques não são viveiros de criminosos, são apenas microcosmos da própria sociedade, no que ela tem de positivo e no que tem de negativo, no que ela tem de filantrópica, no que ela tem de perversa.

As claques, que são apenas o elemento que mais vivacidade e colorido traz aos recintos desportivos, têm um destaque ínfimo nos órgãos de comunicação. Uma segregação que toma a parte pelo todo, que apenas exalta o que de mau aconteceu, as agressões, os ânimos exaltados, apenas focando elementos geradores de conflitos, mais propícios ao «show-off» preterindo os adeptos ordeiros que dignificam a claque e o clube em si. Uma marginalização que perpassa para a opinião pública e que torna estes adeptos menos propensos à integração.

As televisões que possuem os direitos de transmissão dos jogos, preenchem o apogeu das performances das claques (falo na exibição de panos, tarjas, fumos) com spots publicitários, ignorando os grandes espectáculos visuais que estes grupos proporcionam. Por outro lado, ao mais pequeno distúrbio, as câmaras são focadas incessantemente nas curvas em prejuízo da visualização do próprio jogo.

Nas claques encontramos um pouco de tudo, do desempregado ao trabalhador bem remunerado, do católico ao anticristo, do jurista ao anarquista, do mulherengo sem emenda, ao respeitoso pai de família, do correio de droga, ao escuteiro. As claques são, por isso, autênticos casos de estudo para os sociólogos mais interessados. Mas o que terão as claques de especial para congregarem pessoas tão distintas entre si?

Acima de tudo essas pessoas não estão unidas por interesses individuais, estão ali por amor a um clube, deixam de ter rosto, são apenas uma voz de incentivo. Para os jovens que a sociedade marginaliza, não lhes dando oportunidades de singrar na vida, discriminando-os pela cor da pele ou pelas origens humildes as claques funcionam como importante membro de integração, possivelmente com maior relevância do que Escola ou Família alguma vez terão.

Estar noventa minutos rodeado de pessoas que desconhecemos, mas que têm os mesmos objectivos, estar imbuído num espírito festivo, de movimentos sincronizados e vozes vibrantes constitui, para estes jovens, talvez um dos poucos momentos de realização pessoal que têm. Um fenómeno que, para os que não estão familiarizados com os universos das claques, poderemos ilustrar com o "Flower Power" que o movimento "Hippie" da década de 60 produziu.

Poderemos estar a falar de comportamentos desviantes mas eles são explicados em nome de uma utopia que constitui uma força motriz.

Num mundo de corrupção e tráfico de influência como o é o Futebol agentes desportivos instrumentalizam estes grupos. Tornam-se os seus maiores aliados quando necessitam, tornam-nos os seus exércitos de defesa pessoal, mas são os primeiros a atacá-los quando algo corre mal, usando-as geralmente como bodes expiatórios camuflando os desaires das equipas ou a gestão danosa dos clubes.

Quando muitos deles vêm a público condenar acções das claques, já antes acicataram o ambiente incitando a um clima de hostilidade e de suspeições sobre outros intervenientes. No dia em que os intervenientes que ocupam o topo da hierarquia sejam exemplarmente punidos teremos um efeito de pacificação generalizado nos patamares inferiores.

Como disse não poderemos tomar a parte pelo todo. Por termos noticias que envolvem polícias em esquemas de tráfico de droga isso não torna as polícias, no seu geral, corruptas. Por serem descobertos episódios de pedofilia com membros da igreja isso não faz da Igreja Católica um antro pecaminoso.

Claques não desvirtuam pessoas com princípios mas podem acirrar aqueles que os não tenham.

Se procurarmos entender o dissemelhante e tivermos espirito de abertura mais semelhante ele se tornará.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Pinto da Costa: Último Cruzado

Pinto da Costa reapareceu uma vez mais ao seu sobejamente conhecido estilo.

Não fossem os manuais escolares a garantirem-me que a terra é esférica, que já tinhamos abandonado o teocentrismo, que a sucessão de estados de tempo e as intempéries não eram explicadas por intervenção ou mau génio divino julgaria, perante as declarações do presidente do futebol clube do porto, que ter-se-ia dado a negação de longos séculos de evolução civilizacional.

Na inauguração de mais uma casa do Futebol Clube do Porto em São João da Madeira o discurso de PInto da Costa foi de um de mediavalismo atroz.

Julguei ver o último reduto cristão a norte nos últimos preparativos antes de iniciar a incurssão rumo a sul a fim de reconquistar a Península Ibérica subjugada ao domínio mouro.

«Eu, infelizmente, não tenho, mas vós tendes um grande presidente da câmara».

«É do poder local que temos que fazer a resistência para com o centralismo absurdo que cada vez mais quer fazer de nós os parentes pobres de um país que nós fundámos».

«Por mais pontos que façam, por mais milhões que nos levem, por mais que nos hostilizem, por mais que nos esqueçam; nos havemos de mostrar que daqui nasceu Portugal e daqui há-de continuar a ser o baluarte número um da nação que todos amamos».

É de facto antagónica a realidade desportiva do Futebol clube do Porto e a evolução do discurso do seu presidente.

Enquanto que o FCP tem vindo a sedimentar o seu estatuto internacional vencendo uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, um Campeonato do Mundo de Clubes, integrando o G8 da UEFA o seu presidente mantém uma tónica de discurso pigmeu e bairrista. Este discurso só pode ser lido segundo duas orientações: ou estamos perante uma mensagem subliminar para o interior da estrutura do clube ou então é um discurso marcadamente para o exterior.

Primeira hipótese. Jorge Nuno Pinto da Costa sente que a nota de culpa que recebeu por causa do processo apito dourado pode causar instabilidade no clube e então recorre ao populismo arrivista, criando inimigos imaginários, reforçando a adesão de sócios e simpatizantes ao emblema do dragão mantendo assim a coesão interna que tem sido, aliás, o segredo para a hegemonia portista das últimas décadas.

Segunda hipótese. A insistência nesta tónica denota um projecto pararelelo ao desportivo: o político.

Pinto da Costa, um confesso proponente da regionalização, tem-se degladeado por um Futebol Clube do Porto que constitua um motor identitário e económico, por outras palavras, que um clube de futebol seja o aglutinador entre identidade, cultura, economia e sentimento de pertença a uma região, «o povo do norte, o povo mais forte» que os GNR popularizaram.

É do conhecimento público os célebres episódios em que vimos um Pinto da Costa mais afoito nas palavras foram aqueles em que se verificou uma tentativa de intervenção política dos destinos do futebol clube do porto. Recuando a 1994 o episódio da "bomba" por causa de um possível processo de penhora por parte do Estado ao Estádio da Antas e mais recentemente a crispação entre o presidente Rui Rio e Pinto da Costa.

«No meio da nossa euforia, no meio da nossa grande vitória e no meio do grito "Campeões" nós vamos ignorá-los com o desprezo que merecem os vermes, com o desprezo que merece quem não presta, com o desprezo de quem faz do ódio a sua razão de viver».

O Futebol Clube do Porto e os seus adeptos merecem mais do que este discurso instigador de animosidade e de violência. O emprego destas expressões no futebol não trás resultados desportivos, só um ódio exacerbado e uma onda conspirativa numa actividade que necessitada de transparência; cada vez mais.

Deixo aqui também um vídeo que demonstra o manutenção do discurso de Pinto da Costa ao longo dos anos:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ouro sobre Azul



«É uma liga sem interesse (..) Mesmo que o FC Porto perca pontos, pelo que se tem visto, Benfica e Sporting vão perder mais».

Estas foram as declarações de Manuel José, treinador do Al-Ahly, à chegada a Lisboa para um período de férias no início de Janeiro.

Apesar de arrebatador de troféus no Egipto não se reconhece a Manuel José nenhum poder premunitório. De facto perante a realidade da liga portuguesa não são necessários quaiquer dotes metafísicos para adivinhar o seu desfecho.

Tem sido um filme muito visto. Muito Porto para pouco Benfica e Sporting.

Mas perante uma metragem cada vez mais longa, realizadores de águias e leões insistem nas cenas que estão condenadas ao insucesso.

A um Futebol Clube do Porto de estrutura consolidada opõem-se os dois de Lisboa cada vez mais à deriva.

O mais estranho desta Liga é que o Porto limita-se a jogar o "quanto baste" para fazer face ao constante perdulário pontual de Benfica e Sporting. Trata-se de uma hegemonia de uma gestão quase irrepreensível que se vai repercutindo nos relvados.

Há anos, arriscava mesmo décadas, que o Futebol Clube do Porto ganha campeonatos não em campo mas no escritório, gerindo a estrutura do futebol, mantendo a estabilidade dos quadros e a filosofia do clube intacta. Pelo contrário Benfica e Sporting denotam graves lacunas, insistindo numa gestão a curto prazo, mudando de treinador ao sabor dos resultados, contratando remessas de jogadores de qualidade duvidosa.

A época 2007/2008 é apenas um exemplo dessa incapacidade dos grandes de Lisboa denotando a micro visão do planeamento desportivo.

Enquanto que o Futebol Clube do Porto cria os fundamentos para a época que se avizinha renovando com Quaresma, Raúl Meireles e com outros jogadores basilares, Benfica e Sporting são recorrentes na contratação de "tapa-buracos", jogadores que vêm para remendar insuficiências e que raramente se conseguem afirmar em tempo útil.

Um exemplo gritante daquilo a que chamo gestão danosa é o caso concreto de Bergessio um jogador comprado pelo Benfica em Junho por 4 milhões de euros, que fez no máximo três jogos pelo Benfica e que é vendido, sete meses depois, por menos de 2 milhões de euros.

Pior do que as exibições dos grandes de Lisboa começa a ser dramático o sentimento de impunidade que transparece dos dirigentes, treinadores, jogadores e o discurso quase conformista para com os maus resultados.

Inoperância, incapacidade ou conformação?

Não admira que o Porto tenha sucesso na Europa, não tem que suar em Portugal para ser primeiro.

Como vem a ser dito nos meandro do Futebol, qualquer dia o Porto começa a jogar apenas na segunda volta do campeonato.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Porto by Night


Lutas entre Gangs, disputa de territórios, tráfico ilegal de armas, carjacking, homicídios em série. Estarei a apresentar o novo GTA? Não. Tudo isto se tem passado no submundo da noite do Porto.



O clima de violência que a noite portuense tem vivido culminou na morte de Aurélio Palha, 42 anos, um dos mais conhecidos empresários do sector.


Há quem diga no meio que Aurélio Palha terá sido vítima de uma situação que ele próprio terá originado.


Aurélio tinha o perfil e o faro para o negócio da restauração. Começou ele próprio por trabalhar como segurança de espaços nocturnos, primeiro no Cais 447, em Matosinhos e no Dacasca em Cortegaça. Mas o passo decisivo para se afirmar no ramo foi quando se associou às Festas Académicas da cidade do Porto. Durante a década de 90, Aurélio garantiu sempre a segurança privada da Queima das Fitas portuense, mantendo, segundo a revista Sábado, «boas relações (..) com os dirigentes da Associação Académica do Porto».


Os problemas terão começado derivado à escassez de seguranças que a cidade invicta tinha há 15 anos atrás. O volume e a diversificação negócios e espaços nocturnos de Aurélio exigia recrutar mais vigilantes. À falta de seguranças qualificados, o "casting" foi feito em bairros problemáticos do Grande Porto.


Em entrevista à Sábado uma fonte da PJ afirma que a onda de violência que tem assolado a cidade se trata de «uma guerra entre marginais que têm como principal ocupação o tráfico de droga, a compra e venda de armas e o carjacking e que estão apostados em dominar a noite do Porto». Isso mesmo, dois gangues na disputa pelos espaços e territórios da noite da invicta, Ribeira contra Miragaia.


A morte de Aurélio terá sido mais uma retaliação entre Gangues que começou a 21 de Julho no "Number One" e teve novas sequelas no "El Sonero" e "Kizomba" a 13 de Julho e 7 de Agosto, respectivamente. O barramento de alguém à entrada de uma discoteca pode ser o rastilho para uma onda de retaliações sucessivas.


Na noite de 27 de Agosto, Aurélio foi morto na Zona industrial do Porto, junto de dois espaços nocturnos seus, a discoteca "Chic" e o restaurante "Boi na Brasa". O empresário foi alvejado por alguém que, de uma carrinha Mercedes com vidros fumados, disparou oito tiros, dois deles certeiros à cabeça de Aurélio. A morte foi imediata.


Embora episódico este incidente é preocupante.


Com o "boom" de espaços nocturnos, por todo o país, começou a ser impensável às forças policiais controlarem, porta a porta, todos os locais de diversão nocturna. A solução passou transpor essas tarefas para forças de segurança privada. Empresários, como Aurélio, souberam fazer uma leitura e aproveitar o nicho de mercado que rapidamente se tornaria num império.


A recruta de homens com cadastro para assegurarem o ambiente destes espaços nocturnos advém, segundo a Visão, de «fazer face a quem procura entrar em discotecas para vender droga, traficar armas ou arrebanhar clientes para as suas prostitutas. (..) Esses homens são eficazes, porque sabem com quem lidam e como ligar».


O modus-operandi destes seguranças é simples. Procedem a simples contactos pessoais com funcionários de espaços nocturno, propõem-lhes os préstimos e, caso lhes seja dada uma nega, partem para a violência psicológica e física. O mesmo se passa relativamente a organismos e instituições sociais «tentam influenciar - recorrendo à coacção - a escolha de pessoas de confiança para cargos directivos» (Visão nº757)


A influência destes seguranças é tal forma que, por vezes, passam a ser eles a gerir as casas onde trabalham sobrepondo-se aos próprios patrões.


Aos olhos de todos cresce um polvo que congrega criminosos, traficantes de armas e droga, gente ligada a redes de prostituição, claques de futebol. Tudo perante um Ministério da Administração Interna que apenas exige um atestado psicológico e cadastro limpo aos candidatos a segurança. Mas todos estes processos são feitos por uma empresa subcontratada.


Se tardarem medidas preventivas de controlo e fiscalização a este submundo qualquer dia não bastarão uns meros "arpões" para caçar o polvo.