
Alguma vez pensou que a sua saúde pode ser uma mais valia económica?
É certo que já lá vão os tempos da Idade Média em que as epidemias eram a forma de regular demograficamente as sociedades e equilibrar a equação entre recursos e população. Apesar de distante e inusitada ainda na era em que nos encontramos a saúde das populações pode ser visto como um principio regulador.
Tomemos o tabaco como exemplo.
O que leva um Estado a lançar, de um momento para o outro, uma autêntica "caça às bruxas" contra os fumadores?
Sendo um dos vicios que, através da tributação, mais lucros trás para o Estado como explicar esta série de medidas restritivas?
Quem nunca ouviu falar na máxima clássica "Mente sana en cuerpo sano"? A lógica contemporânea impregnada pelos conceitos do marketing e da economia levou até à dimensão laboral as exigências de uma sociedade saudável.
As variáveis são simples. Segundo este principio um funcionário que preze pela sua saúde será, à partida, mais eficaz que os restantes, terá menos pausas durante o horário de expediente já para não falar da sua durabilidade.
No fundo estas alterações da lei do tabaco fundam-se na crise do modelo Estado Social. O provimento de serviços públicos nas sociedades democráticas ocidentais começou a entrar em crise, estranhe-se, devido às melhorias das condições de vida e dos avanços na medicina.
Quero com isto dizer que o modelo contributivo começou a entrar em crise no momento em que a esperança média de vida aumentou e os rendimentos da população activa começaram a afigurar-se diminutos face aos custos crescentes com a população não-activa. Caso as coisas se mantivessem conforme estavam o sistema da segurança social iria falir num futuro próximo.
Como relacionar isto com a nova lei do tabaco?
Simples.
A lei do tabaco deve ser vista como uma de várias medidas faseadas. A primeira foi o aumento da idade de reforma para os 65 como garantia de mais contribuições por parte da população activa durante mais anos. As restantes medidas incidem sobre vários dominios que vão desde a alimentação à prática desportiva.
O combate à fast-food e ao consumo de álcool e o incentivo à prática desportiva através da aplicação da taxa mínima de IVA em ginásios representam medidas que têm como fim melhorar a saúde dos cidadãos. Um cidadão que cuide da sua saúde terá uma durabilidade maior, logo mais anos contributivos, logo será um garante para o equilibrio das finanças públicas.
A nova lei do tabaco denota uma aproximação entre a Economia quantitativa e a Sociologia comportamental ao analisar os fenómenos contemporâneos à luz do pensamento económico. No fundo representa o regresso da ciência económica às origens, ou seja, a aplicação dos estudos de Adam Smith enquanto influência do capitalismo no comportamento humano.
ps - Se puder deixe mesmo de fumar. Todos ganham com isso
É certo que já lá vão os tempos da Idade Média em que as epidemias eram a forma de regular demograficamente as sociedades e equilibrar a equação entre recursos e população. Apesar de distante e inusitada ainda na era em que nos encontramos a saúde das populações pode ser visto como um principio regulador.
Tomemos o tabaco como exemplo.
O que leva um Estado a lançar, de um momento para o outro, uma autêntica "caça às bruxas" contra os fumadores?
Sendo um dos vicios que, através da tributação, mais lucros trás para o Estado como explicar esta série de medidas restritivas?
Quem nunca ouviu falar na máxima clássica "Mente sana en cuerpo sano"? A lógica contemporânea impregnada pelos conceitos do marketing e da economia levou até à dimensão laboral as exigências de uma sociedade saudável.
As variáveis são simples. Segundo este principio um funcionário que preze pela sua saúde será, à partida, mais eficaz que os restantes, terá menos pausas durante o horário de expediente já para não falar da sua durabilidade.
No fundo estas alterações da lei do tabaco fundam-se na crise do modelo Estado Social. O provimento de serviços públicos nas sociedades democráticas ocidentais começou a entrar em crise, estranhe-se, devido às melhorias das condições de vida e dos avanços na medicina.
Quero com isto dizer que o modelo contributivo começou a entrar em crise no momento em que a esperança média de vida aumentou e os rendimentos da população activa começaram a afigurar-se diminutos face aos custos crescentes com a população não-activa. Caso as coisas se mantivessem conforme estavam o sistema da segurança social iria falir num futuro próximo.
Como relacionar isto com a nova lei do tabaco?
Simples.
A lei do tabaco deve ser vista como uma de várias medidas faseadas. A primeira foi o aumento da idade de reforma para os 65 como garantia de mais contribuições por parte da população activa durante mais anos. As restantes medidas incidem sobre vários dominios que vão desde a alimentação à prática desportiva.
O combate à fast-food e ao consumo de álcool e o incentivo à prática desportiva através da aplicação da taxa mínima de IVA em ginásios representam medidas que têm como fim melhorar a saúde dos cidadãos. Um cidadão que cuide da sua saúde terá uma durabilidade maior, logo mais anos contributivos, logo será um garante para o equilibrio das finanças públicas.
A nova lei do tabaco denota uma aproximação entre a Economia quantitativa e a Sociologia comportamental ao analisar os fenómenos contemporâneos à luz do pensamento económico. No fundo representa o regresso da ciência económica às origens, ou seja, a aplicação dos estudos de Adam Smith enquanto influência do capitalismo no comportamento humano.
ps - Se puder deixe mesmo de fumar. Todos ganham com isso



