quarta-feira, 31 de março de 2010

Grande Entrevista - Sinfonia



Numa entrevista ao Presidente do Futebol Clube do Porto ficou toda a gente devidamente informada sobre...o BENFICA

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Curtas: Arbitragem I

O Presidente da Liga de Clubes, Herminio Loureiro, avançou esta semana com um projecto piloto para a «profissionalização dos árbitros».

Será a mudança de estatuto profissional a principal causa para os erros nas arbitragens?

Um árbitro assistente profissional irá ter maior capacidade para descortinar foras de jogo e saber se a bola entrou ou não do que um semi-profissional? A profissionalização termina com as limitações humanas na hora da decisão?

Outro aspecto. Se a sobrevivência econonómica dos árbitros passar a depender exclusivamente da arbitragem, não será bem mais fácil de condicionar o seu desempenho?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Curtas: Vitor Constâncio II


Quase anedótica a nomeação de Vítor Constâncio para a Vice-Presidência do Banco Central Europeu.
Só mesmo embuídos no espírito carnavalesco é que podemos achar crível a nomeação de um presidente de um Banco que fez, durante anos a fio, vista grossa em casos como o BPN e BPP.
Mais grave é esta promoção vir na sequência de «esforços diplomáticos». Nada como ter amigos destes..

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Andor do Sr. Rui Moreira


Semana após semana, Rui Moreira, comentador afecto ao Futebol Clube do Porto tem-se referido a um suposto «andor» que, na sua opinião está a levar o Benfica ao colo até ao título.
Com andor Rui Moreira refere-se a um clima na comunicação social e a um conjunto de erros de arbitragem que têm beneficiado UNICAMENTE o Benfica de forma escandalosa.
Como sou apologista da informação plena vou demonstrar, com uma série de vídeos, que os 'beneficios' não têm sido um exclusivo para as bandas da Luz

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Curtas: Bósnia


A escolha de um Estádio a 70 Km da capital, de um recinto digno de um clube do terceiro escalão português, de um relvado estilo 'campo minado'.

Um país onde fecham postos fronteiriços para atrasar a chegada do adversário. Um Aeroporto Internacional onde as malas dos jogadores são inspeccionadas uma-a-uma, onde os adeptos portugueses são obrigados a permanecer no exterior enquanto os Bósnios insultam e cospem nos jogadores lusos.

Um treinador Bósnio que incentiva os seus jogadores dizendo algo como «atacar Portugal como Lobos esfomeados»

Um público que agride um árbitro assistente e desrespeita de forma vergonhosa um Hino Nacional de um País.

Por todas estas e mais algumas razões: Ainda bem que não vamos ter a Bósnia no Mundial da África do Sul

terça-feira, 17 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Igreja: Símbolos


Ao considerar a presença do crucifixo nas salas de aula uma ofensa à Liberdade religiosa, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relançou o debate sobre a presença destes símbolos nos espaços públicos dos Estados laicos.

A reacção do Vaticano fez-se sentir de imediato argumentando que a presença dos crucifixos não constituía uma exortação ao catolicismo mas sim uma evidência da matriz cristã das sociedades Europeias. Uma redonda mentira uma vez que o ensino foi uma pedra basilar da doutrina eclesiástica ao longo da História.

Pergunto-me se depois de uma presença muçulmana de quase oito séculos na Península Ibérica não haveria a legitimidade de o crescente constar também nas salas de aulas.

A escola deve ser um espaço de formação, que permita a escolha e potencie o livre arbítrio dos alunos baseado no seu próprio quadro de referência, nunca poderá ser um mecanismo impositor de ideologias.

Ao estar integrada em Estados declarados laicos, ou seja, sem terem uma religião oficial, a Igreja deverá aceitar as regras desse jogo. Se até mesmo o Ensino da Religião e Moral passou de obrigatório a facultativo nas Escolas públicas por que motivo a exibição de símbolos religiosos ainda se mantém?

Ao retirarem os símbolos religiosos não se está a iniciar um movimento persecutório à religião Cristã, apenas se está a criar um ambiente de neutralidade em sociedades cada vez mais multiculturais, multiétnicas, com acentuada pluralidade de credos religiosos e que têm a legitimidade de não serem confrontadas com símbolos dos quais não perfilham afinidade.

Mais do que a qualquer entidade, compete à Igreja mostrar respeito pela liberdade individual.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Curtas: Obama I


Foram de discórdia a maior parte das reacções ao Prémio Nobel da Paz recebido por Obama.

Para a generalidade da opinião pública os esforços do Presidente Americano são, até à data, diminutos face aos valores que o prémio pretende laurear.

Obama fechou fisicamente um símbolo político da governação Bush (Guantanamo) mas subsiste a impressão que a Convenção de Genébra continua por respeitar.
Obama não ordenou a retirada dos cenários de Guerra onde os EUA estão envolvidos, pelo contrário, o contingente americano foi reforçado em 20 mil homens no Afeganistão.

Porquê então premiar Obama?

Se para muitos o prémio é uma consequência do seu novo discurso e esforços diplomáticos, para mim, é um inteligente condicionamento que a Academia Sueca impõe à politica externa norte-americana para os próximos anos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Maitê Proença


O vídeo em questão poderia ser mais um a juntar à colectânea "bizarro" no Youtube.

O vídeo em questão poderia ser apenas um vídeo caseiro de uma turista a evidenciar um desconhecimento sobre a história do país que visita.

Sendo o conteúdo em si reprovável mas irrelevante, é ao verificarmos o seu autor que a perplexidade nos envolve e ficamos atónitos: Maitê Proença.

Maitê, à semelhança de muitos actores Brasileiros, tornou-se uma cara conhecida em Portugal depois de décadas de novelas de Globo. Ao conhecida acrescento o adjectivo "respeitada". Os produtos de ficção brasileiros ajudaram ao estreitar de laços entre Portugal e Brasil, conferindo enorme prestigio aos seus protagonistas.

Maitê mais do que ninguém sabe disso.
Não sendo a primeira vez que se deslocou ao nosso país, já terá sentido na pele o reconhecimento que o seu trabalho lhe foi conferindo ao longo destes anos. Parece que afinal os 'esquisitos dos Portugueses' apreciam o desempenho profissional da senhora..

Olhando os curtos minutos do vídeo filmado para o programa 'Saia Justa' do GNT aquilo que me apraz definir como 'justa' é mesmo a cultura geral da actriz brasileira. Se não fosse ofensivo o vídeo seria um autêntico hino à sua atroz ignorância.

Em primeiro lugar há que sublinhar a falta de profissionalismo de Maitê. Sendo um vídeo que, supostamente, visa mostrar alguns aspectos da cultura portuguesa aos brasileiros a actriz exibe jocosamente a sua ignorância, não sabendo distinguir Vilas de Cidades, Pinheiros de Ciprestes, Rios de Mares, atropela noções históricas, tenta fazer chacota com pormenores esotéricos, ridiculariza os Portugueses, cospe num dos seus monumentos mais relevantes.

Não poderia haver melhor imagem metafórica para descrever o sentimento que invadiu o nosso País, afinal Maitê cuspiu num prato que a tem alimentado.

Uma figura pública como o é Maitê Proença está envolta de uma responsabilidade ética a que o comum dos brasileiros não está sujeito. O seu comportamento até seria menos condenável se o vídeo fosse para efeitos privados e, por um desleixo, tivesse vindo parar à Internet. Sendo que o mesmo tinha como propósito a divulgação pública ele só enfatiza a falta de carácter da personagem.

Maitê esquece-se que também é sustentada pelos contratos de compra das novelas da Globo que Portugal paga, esquece-se que os Portugueses enchem as salas de teatro quando cá vem estrear peças, esquece-se que há portugueses que compram os seus livros.

Mas, pior do que isto, foi a falta de respeito reprovável que teve para com a comunidade brasileira residente em Portugal.
Ao desrespeitar um país como o nosso, este episódio poderá servir para acirrar alguns comportamentos xenófobos e criar clivagens numa convivência que tem sido, na maior parte dos casos, totalmente pacifica.

Podemos ser esquisitos mas somos honrados e dificilmente voltamos a ter em boa conta quem nos passa a perna
Pense três (3) vezes antes de cá voltar, ou ainda sairá mais invertida do que o número na porta de Sintra.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Curtas: Política II



O calendário escolhido para as Autárquicas deixou novamente Cavaco Silva mal na Fotografia.

Com apenas duas semanas a separar Eleições, a agenda mediática foi ocupada com as reacções ao primeiro acto eleitoral e análises aos prolongados silêncios do Presidente da República.

Com pouco mais de uma semana de campanha para as Autárquicas, a discussão dos grandes temas do poder local foi completamente obliterada ao não se dar tempo de antena às novas propostas e intervenientes.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Curtas: Política I


Estranha democracia esta onde situações verificadas em 2002 (Caso Freeport) são trazidas à baila, em 2009, meses antes de umas eleições legislativas que envolvem José Sócrates.

Estranha democracia esta quando, em 2009, após Paulo Portas, o líder do CDS-PP, ter conseguido o maior resultado de sempre, se toma de assalto escritórios de advogados por suspeitas de corrupção num processo de compra de Submarinos que remonta a 2004.
Estranha democracia esta..

sábado, 26 de setembro de 2009

Observador XXI no Twitter


Observador XXI chega finalmente ao Twitter. Caso prefira poderá acompanhar as actualizações do Blog através desta popular rede social. http://twitter.com/observador21

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Curtas: Cavaco Silva II


Ao demitir o assessor Fernando Lima em vésperas de eleições, o Presidente da República, Cavaco Silva, deitou por terra a sua tão propagada «estabilidade do sistema politico democrático».

É da competência do Presidente da República zelar pelo bom funcionamento das instituições. Optar pelo silêncio e lançar um clima de suspeição sobre o acto eleitoral não ajuda ninguém.

Se ao recorrer ao silêncio Cavaco procurou não interferir nas Legislativas enganou-se, já o fez.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Relembrar o 11 de Setembro


Os anos passam, as dúvidas subsistem. Reveja o "Especial 11 de Setembro" e deixe-se confrontar com teorias que põem em cheque a versão oficial dos factos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Quem Tramou Moura Guedes?


Suspensão do Jornal Nacional de Sexta: Um atentado à liberdade de imprensa para alguns, uma inevitabilidade para outros.

O Jornal Nacional de Sexta (JN6) foi um formato claramente pensado na imagem de Manuela Moura Guedes: acutilante, acusativo, provocador.

Apesar de o Jornal, como referiu Moniz em diversas entrevistas, ter sido projectado para um formato de Semanário, visando dar uma abordagem mais profunda aos principais temas da actualidade, logo cedo o JN6 revelou os seus reais propósitos. Ao invés de realçar a actualidade foi, ele mesmo, condicionar a agenda informativa trazendo à baila casos de hipotética corrupção e lançando suspeitas sobre pessoas singulares e colectivas.

Mas terá sido com o paradigmático caso Freeport que o JN6 terá criado o seu grande equivoco.

Semana após semana, deu-se uma instrumentalização de um espaço informativo, enfatizou-se um tema que poucos ou nenhuns desenvolvimentos tinha, criou-se um ruído feito à base do efeito cumulativo e do clima de suspeição instaurado, procurou-se reeditar uma "cacha" jornalistica ao estilo de Watergate, deu-se relevância dogmática a provas que, no nosso sistema jurídico não têm qualquer validade, fez-se uma «caça ao Homem» visando claramente denegrir a pessoa de José Sócrates.

Não quero com isto dizer que o JN6 não estava no direito de divulgar as informações sobre o caso Freeport. Aquilo que não pode fazer é valer-se da sua posição privilegiada para se antecipar às instituições democráticas e promover um julgamento na praça pública visando dai tirar dividendos políticos mesmo que indirectos.

Algo vai mal no jornalismo quando os caprichos pessoais se sobrepõem à agenda mediática.

Semana após semana o JN6 abria fogo cerrado a figuras de destaque, a sectores de actividade e forças politicas. Ministério da Educação, Comícios Científicos, Propaganda Médica, agentes desportivos, bastonários de ordens, reguladores televisivos todos estes temas ou actores foram sujeitos a peças ou entrevistas que inauguraram um estilo híbrido entre a denúncia e a chacota.

O sentimento de omnipotência ética seria porém travado pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto que, em pleno directo, apelidou o espaço informativo de «espectáculo degradante para a informação», sublinhando que Manuela Moura Guedes praticava um «jornalismo que envergonha os verdadeiros jornalistas» violando «sistematicamente o código deontológico».
Aos processos movidos por José Sócrates por difamação acrescentou-se um novo contencioso desta vez com o Benfica que barrou a entrada da TVI e media do grupo às instalações.

Pouco a pouco, o JN6 comecou a ficar esmiuçado por contendas mediáticas, ao invés de se tornar um espaço privilegiado de jornalismo de informação.

Inserido num grande grupo de comunicação como o é a Multinacional espanhola PRISA o cancelamento do JN6 demonstra a acuidade da ligação entre informação e grandes grupos económicos.

A inserção num grupo que tem pressupostos expansionistas no mercado português leva a que os seus accionistas recuem perante um produto da sua marca que condicione ou que esteja em permanentemente em conflito com sectores chave da sociedade.
O cancelamento do JN6 deve-se, na minha opinião, mais a uma tentativa de PRISA se demarcar de ser um "player" incómodo e com isso manter margem de intervenção no mercado português, do que propriamente devido a qualquer pressão politica pré-eleitoral.

O ex-director geral da estação, José Eduardo Moniz viria a considerar esse recuo como «um escândalo a todos os titulos. do ponto de vista politico e do ponto de vista empresarial e do ponto de vista da liberdade de informação em Portugal. Acho escandaloso que esta situação tenha ocorrido. Acho uma enorme falta de verticalidade da parte dos accionistas e acho que acabam de revelar que não têm estatura nem dimensão para terem um órgão de comunicação em Portugal».

Estranha foi também a reacção mediática após a demissão em bloco da direcção de informação da TVI. Ao invés de procurarem questionar quem realmente teve poder decisório (PRISA e Accionistas da Media Capital), procuraram atribuir a José Sócrates a responsabilidade pelas supostas pressões politicas que redundaram na suspensão do JN6.
Um género de Cluedo informativo que tentou encapotar as culpas a todos os protagonistas menos áqueles que, efectivamente, têm esse poder: os accionistas.

O Jornal Nacional de Sexta quis ser predador, acabou por se tornar na presa.
Quem tramou Moura Guedes?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Futebol à Portuguesa



Uma hilariante homenagem ao nosso Futebol e aos nossos "artistas".

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Verdades de Medina Carreira



Uma grande entrevista concedida pelo fiscalista à SIC Notícias que põe a nú o estado do Estado, da política e dos insucessos do sistema democrático português.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Paulo Bento: Divórcio


Será que tudo no Futebol tem que estar condenado a um resultado desportivo no imediato?

Vamos a factos.

Paulo Bento chegou ao Sporting pela mão de Soares Franco. A politica de gestão desportiva era clara: redução de custos, politica de contenção orçamental, venda de algum activo para balancear orçamento, aposta nos jovens formados na academia, complementar o plantel com alguns jogadores estrangeiros mais experientes

Perante um cenário desportivamente restrito Paulo Bento registou, rezam as estatísticas, um dos melhores períodos de sempre da história leonina. Venceu a Taça de Portugal, conquista a Supertaça, apurou-se duas épocas consecutivas para a Liga dos Campeões, passou pela primeira vez na história do clube a fase de grupos da competição.
Mas Paulo Bento foi mais. Foi disciplinador, foi director desportivo, foi director de comunicação, foi um autêntico colete de balas para os desaires e questões delicadas do Sporting.

Todos os factos suprareferidos levaram a um sentimento de união entre sócios e o seu treinador. Paulo Bento conseguia frutos com um plantel significativamente mais modesto que os dos seus mais directos competidores, o clube fazia mais valias como Nani, a equipa jogava com uma maioria de jogadores formados no clube, Paulo Bento exponenciava jogadores da academia (João Moutinho, Miguel Veloso, Yannick Djaló, Rui Patrício, Pereirinha, Ricardo Carriço).

Maio de 2009 poderia ser um mês chave para o clube de Alvalade. Com as eleições à porta perfilaram-se dois candidatos com propostas dispares.

Por um lado, a auto-proclamada "continuidade" defendida por José Eduardo Bettencourt. Paulo Bento ficaria («Paulo Bento Forever»), o Sporting continuaria a sua aposta na prata da casa, procuraria com menos fazer mais que os outros.

Do outro lado contrapunha-se, pela mão de Paulo Pereira Cristóvão, uma proposta de ruptura. O Sporting optaria por um treinador estrangeiro de craveira internacional, o Sporting iria mais ao mercado reforçar externo reforçar o plantel, a postura e o discurso do clube seriam mais agressivos do que no mandato de Soares Franco.

A tudo isto os sócios do clube responderam, peremptoriamente, com um 89,4% num projecto mais comedido que incluiria Paulo Bento.

O clube voltou a apostar em todos os itens que têm marcado o sucesso do clube no passado mais recente.

Se a receita é a mesma que tem enchido os sócios de orgulho por terem uma das melhores academias do mundo, por serem um clube que aposta nos jogadores nacionais, por conseguirem ficar a frente de clubes com orçamentos milionários, a que se devem este divórcio entre os sócios e a equipa técnica?

Já aqui o escrevi. Não se pode exigir uma equipa de jovens e querer-se maturidade. Não se pode elogiar e votar um orçamento e depois criticar o clube por não ter comprado jogadores de craveira. 89,4% de votos num projecto responsabiliza os seus sócios. Ou têm maturidade e paciência para apostar num projecto, ou voltarão a um Sporting de tumultos e revoluções constantes que poucos resultados desportivos alcançou.

Poderá ser dificil Paulo Bento ficar no Sporting, mas será certamente mais dificil para o Sporting ficar sem Paulo Bento.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Benfica: Ai Jesus


Nova mudança, nova etapa no Benfica agora com Jorge Jesus ao leme da equipa.

O factor mais constante no Benfica dos últimos tempos tem sido mesmo esse, a constante mudança.

No clube da Luz temos assistido a uma dança incompreensível de treinadores, recrutados pelo nome sonante, por impulso, por desejo dos sócios mas muito poucas vezes tendo em conta um critério desportivo claramente definido.

O mal não esteve propriamente nas mudanças em si mesmas, mas sim na mudança sem critério, na falta de uma visão macro do Futebol desportivo do Benfica, não falta de uma concepção de jogo clara para a equipa.

Uma incongruente aposta desportiva "estável" em treinadores estrangeiros que, nem que fosse por razões meramente familiares, sabia-se à partida que não ficariam muito tempo pelas bandas da Luz.

A inconstância constante do Benfica deveu-se e muito a essa falta de pré-conceito desportivo que o tornou num carrossel de treinadores, jogadores e de métodos.

Talvez ainda preocupante que as constantes revoluções aquilo que assustava os seus adeptos era uma tendência quase auto-flageladora do clube recorrente nos mesmo erros ano após ano.

Parecem-me agora reunidas algumas condições essenciais para que o clube tenha, efectivamente, um novo rumo.

Em primeiro lugar existe estabilidade directiva. Luis Filipe Vieira eleito pela terceira vez, a terceira com uma margem de votos superior a 90%, viu o seu projecto legitimado pelos sócios.
Se os seus primeiros mandatos foram claramente para o estabelecimento das bases processuais, financeiras e logísticas para assegurarem o futuro do clube, o terceiro mandato ficará irremediavelmente ligado ao sucesso desportivo ou à falta dele. Os primeiro seis anos de Luís Filipe Vieira serviram para a credibilização do Benfica enquanto entidade, profissionalização do clube, relançamento da marca Benfica e criação das infraestruturas desportivas do clube (Estádio, Pavilhões e Centro de Estágio)
Ao proteger o seu calcanhar de Aquíles (a falta de conhecimento desportivo) e ao incumbir Rui Costa dessa responsabilidade sobrará a Luís Filipe Vieira maior margem de manobra para o mundo para o qual se lhe reconhecem mais méritos: a gestão empresarial do clube.

Em segundo lugar a mudança de politica desportiva iniciada com a aposta no futebol de formação e potenciada com a chegada de Rui Costa ao papel de director desportivo.
Começa-se a vislumbrar uma politica desportiva clara.
Manutenção das principais peças no plantel, compra de jogadores jovens com potencial, jogadores comprados tendo como base uma concepção de jogo na qual eles se irão encaixar, renovação com jogadores importantes, regresso de empréstimo de jogadores com potencial, integração em estágio de juniores. Jorge Jesus encontrará no Benfica seguramente uma estrutura mais coerente do que os seus antecessores.
O terceiro ponto prende-se precisamente com o treinador Jorge Jesus. Trata-se de um profissional de provas dadas, exigente e metódico, profundo conhecedor das especificidades do futebol português e, concomitantemente, da realidade Benfiquista.
Vejamos se se fará luz no ninho das águias ou se, pelo contrário, será um «ai Jesus».

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Curtas: Bruno Carvalho I


Bruno Carvalho é o candidato da Lista B às eleições do Sport Lisboa e Benfica.
Para alguém que estabeleceu como bandeira de campanha recuperar a «democraticidade do Benfica», Bruno Carvalho tem dado constantes tiros no pé.
Quem quer pugnar pela democracia não tenta vencer as eleições através de artimanhas jurídicas mas sim através dos votos, quem diz que os sócios são a força do Benfica não os pode temer e votar ladeado por seguranças privados.
Os sócios, maiores agentes da democracia do clube, saberão dar uma resposta cabal.