quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Curtas: Bósnia


A escolha de um Estádio a 70 Km da capital, de um recinto digno de um clube do terceiro escalão português, de um relvado estilo 'campo minado'.

Um país onde fecham postos fronteiriços para atrasar a chegada do adversário. Um Aeroporto Internacional onde as malas dos jogadores são inspeccionadas uma-a-uma, onde os adeptos portugueses são obrigados a permanecer no exterior enquanto os Bósnios insultam e cospem nos jogadores lusos.

Um treinador Bósnio que incentiva os seus jogadores dizendo algo como «atacar Portugal como Lobos esfomeados»

Um público que agride um árbitro assistente e desrespeita de forma vergonhosa um Hino Nacional de um País.

Por todas estas e mais algumas razões: Ainda bem que não vamos ter a Bósnia no Mundial da África do Sul

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Terrorismo no Sporting


sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Igreja: Símbolos


Ao considerar a presença do crucifixo nas salas de aula uma ofensa à Liberdade religiosa, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relançou o debate sobre a presença destes símbolos nos espaços públicos dos Estados laicos.

A reacção do Vaticano fez-se sentir de imediato argumentando que a presença dos crucifixos não constituía uma exortação ao catolicismo mas sim uma evidência da matriz cristã das sociedades Europeias. Uma redonda mentira uma vez que o ensino foi uma pedra basilar da doutrina eclesiástica ao longo da História.

Pergunto-me se depois de uma presença muçulmana de quase oito séculos na Península Ibérica não haveria a legitimidade de o crescente constar também nas salas de aulas.

A escola deve ser um espaço de formação, que permita a escolha e potencie o livre arbítrio dos alunos baseado no seu próprio quadro de referência, nunca poderá ser um mecanismo impositor de ideologias.

Ao estar integrada em Estados declarados laicos, ou seja, sem terem uma religião oficial, a Igreja deverá aceitar as regras desse jogo. Se até mesmo o Ensino da Religião e Moral passou de obrigatório a facultativo nas Escolas públicas por que motivo a exibição de símbolos religiosos ainda se mantém?

Ao retirarem os símbolos religiosos não se está a iniciar um movimento persecutório à religião Cristã, apenas se está a criar um ambiente de neutralidade em sociedades cada vez mais multiculturais, multiétnicas, com acentuada pluralidade de credos religiosos e que têm a legitimidade de não serem confrontadas com símbolos dos quais não perfilham afinidade.

Mais do que a qualquer entidade, compete à Igreja mostrar respeito pela liberdade individual.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Curtas: Obama I


Foram de discórdia a maior parte das reacções ao Prémio Nobel da Paz recebido por Obama.

Para a generalidade da opinião pública os esforços do Presidente Americano são, até à data, diminutos face aos valores que o prémio pretende laurear.

Obama fechou fisicamente um símbolo político da governação Bush (Guantanamo) mas subsiste a impressão que a Convenção de Genébra continua por respeitar.
Obama não ordenou a retirada dos cenários de Guerra onde os EUA estão envolvidos, pelo contrário, o contingente americano foi reforçado em 20 mil homens no Afeganistão.

Porquê então premiar Obama?

Se para muitos o prémio é uma consequência do seu novo discurso e esforços diplomáticos, para mim, é um inteligente condicionamento que a Academia Sueca impõe à politica externa norte-americana para os próximos anos.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Maitê Proença


O vídeo em questão poderia ser mais um a juntar à colectânea "bizarro" no Youtube.

O vídeo em questão poderia ser apenas um vídeo caseiro de uma turista a evidenciar um desconhecimento sobre a história do país que visita.

Sendo o conteúdo em si reprovável mas irrelevante, é ao verificarmos o seu autor que a perplexidade nos envolve e ficamos atónitos: Maitê Proença.

Maitê, à semelhança de muitos actores Brasileiros, tornou-se uma cara conhecida em Portugal depois de décadas de novelas de Globo. Ao conhecida acrescento o adjectivo "respeitada". Os produtos de ficção brasileiros ajudaram ao estreitar de laços entre Portugal e Brasil, conferindo enorme prestigio aos seus protagonistas.

Maitê mais do que ninguém sabe disso.
Não sendo a primeira vez que se deslocou ao nosso país, já terá sentido na pele o reconhecimento que o seu trabalho lhe foi conferindo ao longo destes anos. Parece que afinal os 'esquisitos dos Portugueses' apreciam o desempenho profissional da senhora..

Olhando os curtos minutos do vídeo filmado para o programa 'Saia Justa' do GNT aquilo que me apraz definir como 'justa' é mesmo a cultura geral da actriz brasileira. Se não fosse ofensivo o vídeo seria um autêntico hino à sua atroz ignorância.

Em primeiro lugar há que sublinhar a falta de profissionalismo de Maitê. Sendo um vídeo que, supostamente, visa mostrar alguns aspectos da cultura portuguesa aos brasileiros a actriz exibe jocosamente a sua ignorância, não sabendo distinguir Vilas de Cidades, Pinheiros de Ciprestes, Rios de Mares, atropela noções históricas, tenta fazer chacota com pormenores esotéricos, ridiculariza os Portugueses, cospe num dos seus monumentos mais relevantes.

Não poderia haver melhor imagem metafórica para descrever o sentimento que invadiu o nosso País, afinal Maitê cuspiu num prato que a tem alimentado.

Uma figura pública como o é Maitê Proença está envolta de uma responsabilidade ética a que o comum dos brasileiros não está sujeito. O seu comportamento até seria menos condenável se o vídeo fosse para efeitos privados e, por um desleixo, tivesse vindo parar à Internet. Sendo que o mesmo tinha como propósito a divulgação pública ele só enfatiza a falta de carácter da personagem.

Maitê esquece-se que também é sustentada pelos contratos de compra das novelas da Globo que Portugal paga, esquece-se que os Portugueses enchem as salas de teatro quando cá vem estrear peças, esquece-se que há portugueses que compram os seus livros.

Mas, pior do que isto, foi a falta de respeito reprovável que teve para com a comunidade brasileira residente em Portugal.
Ao desrespeitar um país como o nosso, este episódio poderá servir para acirrar alguns comportamentos xenófobos e criar clivagens numa convivência que tem sido, na maior parte dos casos, totalmente pacifica.

Podemos ser esquisitos mas somos honrados e dificilmente voltamos a ter em boa conta quem nos passa a perna
Pense três (3) vezes antes de cá voltar, ou ainda sairá mais invertida do que o número na porta de Sintra.